04 - Modos gregos
A maioria (se não todos) dos professores segue uma ordem diferente da minha. Eles deixam os modos gregos para muito depois, e ensinam a escala menor antes. Eu acho isso um absurdo, pois deixa no aluno a sensação que a escala menor tem algo de mágico.
A escala menor é bem bacana, é fato. É incrível como ela cai bem na maioria das situações. Mas ela não surgiu do nada. Ela é apenas mais um modo grego.
A primeira noção importante para o estudo dos modos gregos é a da continuidade da escala musical. Você percebeu que a oitava é a mesma nota que a tônica? Isso é assim porque a escala é infinita para os dois lados. Você pode “subir” ou “descer” por ela infinitamente, se quiser. Há infinitos “dós” mais agudos que os que você consegue fazer com seu instrumentos, e infinitos “dós” mais graves, também.
Pois bem, você lembra daquela fórmula “tom tom semitom tom tom tom semitom”? Bom, essa é a maneira de se criar uma escala maior, ou o *modo jônio*. Quando você toca um C, pode-se dizer que você está tocando um “dó maior” ou um “dó jônio”.
Existem, além desse, mais 6 outros modos, cada um com uma característica diferente. Eles são formados duma maneira muito simples: “rodando” a fórmula da escala maior. É isso aí! Você lembra que a escala musical é infinita, certo? De tempos em tempos as notas se repetem. Assim, você pode começar a formar sua escala em algum outro ponto daquela fórmula, e você terá um modo grego diferente.
Antes de mostrarmos um exemplo, quero dizer porque resolvi ensinar agora esse esquema de modos. Acho que é mais interessante saber isso antes de começar a formar acordes, pois, dessa forma, um acorde menor passa a ser, naturalmente, um acorde no modo aeólio, e não uma fórmula mágica que surgiu do nada. E, quando o aluno se deparar com um Cm7+ não achará isso uma esquisitisse tremenda, e saberá como encontrar a melhor escala para solar, se este for o caso.
Depois do modo jônio, que é o cara que é usado para formar acordes maiores, temos o modo *dórico*. Tudo o que temos que fazer para formar uma escala no modo dórico é começar no grau II. Veja:
jônio: I - tom - II - tom - III - semitom - IV - tom - V - tom - VI - tom - VII - semitom - VIII
dórico: II - tom - III - semitom - IV - tom - V - tom - VI - tom - VII - semitom - I - tom - II
Ou seja, a fórmula para o modo dórico é “tom semitom tom tom tom semitom tom”. Vamos ver como é a escala de ré dórico:
ré
(tom)
mi - segunda maior
(semitom)
fá - terça menor
(tom)
sol - quarta
(tom)
lá - quinta justa
(tom)
si - sexta
(semitom)
dó - sétima menor
(tom)
ré - oitava
Com essa escala, formamos um acorde que é o “ré dórico” e que, no fim das contas, é o Dm (embora essa não seja a forma de se criar um acorde menor “natural”, conforme veremos).
Os outros modos são formados, simplesmente, começando em outros graus da escala maior. Veja seus nomes e os graus de início:
jônio - I
dórico - II
frígio - III
lídio - IV
mixolídio - V
aeólio - VI (menor natural)
lócrio - VII
Perceba que, agora, as funções mudam. Façamos uma escala de dó mixolídio. Para isso, iniciaremos no quinto grau da escala maior (”tom tom semitom tom tom semitom tom”).
dó - tônica
(1 tom)
ré - segunda maior
(1 tom)
mi - terça maior
(0,5 tom)
fá - quarta
(1 tom)
sol - quinta justa
(1 tom)
lá - sexta
(0,5 tom)
si bemol - sétima menor
(1 tom)
dó - oitava
Se quiséssemos formar um acorde com essa escala, formaríamos o “dó maior com sétima”, ou “C7″.
A escala menor é bem bacana, é fato. É incrível como ela cai bem na maioria das situações. Mas ela não surgiu do nada. Ela é apenas mais um modo grego.
A primeira noção importante para o estudo dos modos gregos é a da continuidade da escala musical. Você percebeu que a oitava é a mesma nota que a tônica? Isso é assim porque a escala é infinita para os dois lados. Você pode “subir” ou “descer” por ela infinitamente, se quiser. Há infinitos “dós” mais agudos que os que você consegue fazer com seu instrumentos, e infinitos “dós” mais graves, também.
Pois bem, você lembra daquela fórmula “tom tom semitom tom tom tom semitom”? Bom, essa é a maneira de se criar uma escala maior, ou o *modo jônio*. Quando você toca um C, pode-se dizer que você está tocando um “dó maior” ou um “dó jônio”.
Existem, além desse, mais 6 outros modos, cada um com uma característica diferente. Eles são formados duma maneira muito simples: “rodando” a fórmula da escala maior. É isso aí! Você lembra que a escala musical é infinita, certo? De tempos em tempos as notas se repetem. Assim, você pode começar a formar sua escala em algum outro ponto daquela fórmula, e você terá um modo grego diferente.
Antes de mostrarmos um exemplo, quero dizer porque resolvi ensinar agora esse esquema de modos. Acho que é mais interessante saber isso antes de começar a formar acordes, pois, dessa forma, um acorde menor passa a ser, naturalmente, um acorde no modo aeólio, e não uma fórmula mágica que surgiu do nada. E, quando o aluno se deparar com um Cm7+ não achará isso uma esquisitisse tremenda, e saberá como encontrar a melhor escala para solar, se este for o caso.
Depois do modo jônio, que é o cara que é usado para formar acordes maiores, temos o modo *dórico*. Tudo o que temos que fazer para formar uma escala no modo dórico é começar no grau II. Veja:
jônio: I - tom - II - tom - III - semitom - IV - tom - V - tom - VI - tom - VII - semitom - VIII
dórico: II - tom - III - semitom - IV - tom - V - tom - VI - tom - VII - semitom - I - tom - II
Ou seja, a fórmula para o modo dórico é “tom semitom tom tom tom semitom tom”. Vamos ver como é a escala de ré dórico:
ré
(tom)
mi - segunda maior
(semitom)
fá - terça menor
(tom)
sol - quarta
(tom)
lá - quinta justa
(tom)
si - sexta
(semitom)
dó - sétima menor
(tom)
ré - oitava
Com essa escala, formamos um acorde que é o “ré dórico” e que, no fim das contas, é o Dm (embora essa não seja a forma de se criar um acorde menor “natural”, conforme veremos).
Os outros modos são formados, simplesmente, começando em outros graus da escala maior. Veja seus nomes e os graus de início:
jônio - I
dórico - II
frígio - III
lídio - IV
mixolídio - V
aeólio - VI (menor natural)
lócrio - VII
Perceba que, agora, as funções mudam. Façamos uma escala de dó mixolídio. Para isso, iniciaremos no quinto grau da escala maior (”tom tom semitom tom tom semitom tom”).
dó - tônica
(1 tom)
ré - segunda maior
(1 tom)
mi - terça maior
(0,5 tom)
fá - quarta
(1 tom)
sol - quinta justa
(1 tom)
lá - sexta
(0,5 tom)
si bemol - sétima menor
(1 tom)
dó - oitava
Se quiséssemos formar um acorde com essa escala, formaríamos o “dó maior com sétima”, ou “C7″.
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